Sombras do Amor Esquivo
Nos corredores da melancolia
Nossos olhares se encontram, mas não se tocam
Teu corpo foge do meu como um fantasma
Que rejeita o calor de sua própria existência
Construis muralhas de gelo e silêncio
Onde meu coração pulsa em vão
Cada passo que dás para longe
É uma faca que perfura minha alma
Queres fugir de mim como da morte
Mas somos dois espíritos entrelaçados
Na dança sombria de um amor impossível
Onde o desejo sangra e a distância corrói
Fuges de mim, mas és meu prisioneiro
Na arquitetura de nossos medos
Tua rejeição é o veneno
Que me alimenta e me consome
Amor gótico, amor maldito
Onde a atração é tormento
E cada tentativa de aproximação
É um ritual de destruição mútua

